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2015
04
24

Diana Pacheco tem 13 anos e já pratica golfe há um ano

Por admin 0

Filha do “apanha bolas” do campo de golfe de Paredes apaixonou-se pela modalidade
Há pouco mais de um ano, Diana Pacheco, de 13 anos, nada sabia sobre o golfe e as suas regras e desconhecia também o significado de termos como “green”, “driving range” ou “putt”. Mas quis o destino que nascesse, mesmo ao lado da casa onde vive, em Vila Cova de Carros, o Campo do Aqueduto e que o pai ali começasse a prestar alguns serviços.
Diana começou a acompanhar o progenitor quando este ia ao campo apanhar bolas e apaixonou-se por uma modalidade que, pouco ou nada, diz à maioria dos seus amigos e colegas de escola. Tornou-se na aluna número um do projecto Academia de Golfe, lançado pelo Paredes Golfe Clube, e, sempre que os estudos permitem, corre para o campo para treinar. “O golfe é um desporto interessante e é um vício: quando se começa não se consegue parar”, confessa a jovem, que, em apenas um ano, já evoluiu em termos competitivos.

 

Foi a primeira aluna da Academia de Golfe

 

Os campos agrícolas e montes que deram lugar ao Campo do Aqueduto, em Vila Cova de Carros, eram tudo menos desconhecidos para Diana Pacheco e para o pai, José Maria Pacheco. “Já apanhei aqui muita erva para as ovelhas”, recorda o ex-marceneiro que viu nascer o campo de golfe. Quando foi despedido, no Verão passado, e como vivia mesmo ao lado das novas instalações desportivas, José Maria foi oferecer-se para fazer qualquer serviço necessário. Passou a apanhar bolas, fazer algumas limpezas e outras pequenas coisas, indo ao campo quase todos os dias. E a filha começou a acompanhá-lo. “Ensinei-a a apanhar bolas com o carrinho e, quando vi, ela já estava a gostar do jogo e a dizer-me que queria jogar. Deixei porque era gratuito, senão era mais difícil”, conta o pai.

 

“Nunca tinha ouvido falar de golfe. Mas comecei a ver as pessoas jogar e a modalidade chamou-me a atenção. Tive vontade de experimentar e agora gosto muito disto”, confessa Diana Pacheco, aluna da EB 2,3 de Paredes. Em Agosto, ainda a brincar, deu as primeiras tacadas, quando ainda não percebia nada de tacos ou de técnicas. Apaixonou-se pela modalidade e, logo em Novembro, tornou-se na primeira aluna da Academia de Golfe, projecto apoiado pelo Paredes Golfe Clube e pela Câmara Municipal de Paredes que pretende democratizar o golfe junto do público mais jovem e formar campeões no concelho.

 

“Adoro competir”

 

“A primeira vez que fui ao campo fiquei logo com vontade de voltar. Isto é muito viciante e um bom desporto”, realça a jovem, aluna do 8.º ano, que nunca se tinha interessado por nenhuma outra modalidade desportiva. “Quando entrei na Academia aprendi a pegar no taco, os movimentos e vim para o campo aprender todas as regras. Depois comecei a ir a torneios o que ainda me deu mais vontade de continuar.

 

Adoro competir”, diz com um sorriso, explicando, de forma simples, o objectivo deste desporto: meter a bola no buraco no menor número de tacadas. Por isso, desde há um ano para cá, corre para o campo sempre que pode. “Só não venho treinar se tiver que estudar”, explica Diana, “primeiro estão os estudos e depois o golfe”.

 

A dedicação, o empenho e o apoio do treinador – Carlos Magalhães –, permitiram-lhe avançar rapidamente na modalidade. Começou no escalão C, mas já subiu para o B. “Evoluí bastante num ano. Se não fosse o meu treinador não jogaria como jogo”, assume a jovem de 13 anos, que treina duas a três vezes durante a semana e ainda dedica os sábados e domingos de manhã às aulas de golfe. Até agora Diana Pacheco já conquistou quatro prémios: o 1.º lugar NET (Jovem) numa competição em Vidago; venceu um torneio de pares de “Putt”, em Paredes; conseguiu o “drive mais longo” na categoria C da 9.ª edição do Estela Júnior Cup, na Póvoa do Varzim; e ficou ainda em 3.º lugar numa outra competição no Campo do Aqueduto. Os resultados, animadores, fazem-na querer crescer na modalidade. “Ainda não sei o que quero fazer no futuro. Quem sabe se um dia não posso fazer disto uma profissão”, brinca Diana, que já ajuda o treinador, ensinando os primeiros passos no golfe aos colegas mais novos.

 

Aos amigos e à população de Paredes deixa a mensagem que procura passar a toda a hora: “Toda a gente devia começar a jogar golfe. Este desporto é muito interessante e é um vício bom”.

 

A Academia de Golfe, que abriu portas em Setembro de 2012, é frequentada já por 40 alunos. Através do desporto escolar, mais de mil alunos das escolas do concelho passam, mensalmente, pelo Campo do Aqueduto.

 

Pais incentivam-na a jogar

 

Para praticar a modalidade, a jovem teve que contar com o apoio dos pais na aquisição do equipamento necessário para a prática da modalidade, desde os diferentes tipos de tacos, aos sacos e roupa adequada. “Não fica muito barato, mas os meus pais apoiaram-me”, explica a jovem que já está a precisar de adquirir novo material, adaptado ao seu nível de competição. “Quando puder vou comprar”, promete o pai.

 

José Maria Pacheco não esconde que só consegue ter a filha a jogar pela proximidade ao campo. “Se não houvesse cá o golfe não tinha possibilidade de mandá-la para o Porto ou para Amarante”, admite. “Gosto de ver a minha filha jogar golfe”, confessa José Maria. “Eu não percebo nada de golfe, mas já noto que tem mais técnica que alguns que aqui andam”, realça com orgulho. Por isso, enquanto Diana demonstrar vontade e dedicação os pais vão continuar a apoiá-la para que evolua na modalidade.

autor: admin